PNAD COVID19: 8,6% da população ocupada ainda estava afastada do trabalho devido ao distanciamento social na 2ª semana de julho | Agência de Notícias

PNAD COVID19: 8,6% da população ocupada ainda estava afastada do trabalho devido ao distanciamento social na 2ª semana de julho | Agência de Notícias

Essa proporção caiu em relação à semana anterior (10,1%) e frente à primeira semana da pesquisa, de 3 a 9 de maio (19,8%).

A PNAD COVID19 estimou em 81,1 milhões a população ocupada do país na semana de 5 a 11 de julho, com estabilidade em relação à semana anterior (81,8 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 71,0 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (71,1 milhões) e com aumento frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,2 milhões (ou 11,6%) trabalhavam remotamente. Esse contingente apresentou queda frente à semana anterior (8,9 milhões ou 12,5%) e, em números absolutos, ficou estável em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões), porém com queda em termos percentuais (13,4%).

O nível de ocupação foi de 47,6%, estável frente à semana anterior (48,1%) e com queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).

A proxy da taxa de informalidade foi de 34,0%, estável em relação à semana anterior (34,2%), porém recuando frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).

Cerca de 7,0 milhões (8,6% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente teve redução em relação à semana anterior (8,3 milhões ou 10,1% da população ocupada) e frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

Percentual de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho devido ao distanciamento social
em relação ao total da população ocupada na semana de referência – Brasil (%)

              Fonte: IBGE, PNAD COVID19

A população desocupada foi estimada em 12,2 milhões de pessoas, estável frente à semana anterior (11,5 milhões), mas cresceu em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,1% para o período de 5 a 11 de julho, estável em relação à semana anterior (12,3%) e com alta frente à primeira semana de maio (10,5%).

A taxa de participação na força de trabalho ficou em 54,8% na semana de 5 a 11 de julho, estável em relação à semana anterior (54,9%) e na comparação com a primeira semana de maio (55,2%).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 76,9 milhões de pessoas, estável em relação à semana anterior (76,8 milhões) e frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, cerca de 28,3 milhões de pessoas (ou 36,7% da população fora da força de trabalho) disseram que gostariam de trabalhar. Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (28,7 milhões ou 37,4%) e aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 19,2 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 68,0% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (19,4 milhões ou 67,4%) e em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

3,0 milhões de pessoas com sintomas de síndrome gripal procuraram estabelecimento de saúde

Na semana de 5 a 11 de julho, a PNAD COVID19 estimou que 13,9 milhões de pessoas (ou 6,6% da população do país) apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (14,3 milhões ou 6,8% da população) e caiu em relação à de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%).

Cerca de 3,0 milhões de pessoas (ou 21,5% daqueles que apresentaram algum sintoma) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado). Esse contingente ficou estável em relação à semana anterior (3,1 milhões ou 21,5%) e teve queda em números absolutos (mas aumento em termos percentuais) frente à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%). Mais de 84% destes atendimentos foram na rede pública de saúde.

Entre 5 e 11 de julho, 315 mil pessoas (10,6%) que tiveram sintomas de síndrome gripal procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas. Essa proporção representa estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (311 mil ou 10,1%), quanto em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

Cerca de 914 mil pessoas procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas na semana entre 5 e 11 de julho. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (933 mil) e frente à semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento, 124 mil (13,6%) foram internados. Nesse caso, também houve estabilidade frente à semana anterior (136 mil ou 14,6%) e a semana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

Fonte: IBGE – Agência de Notícias

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