Projeto Comprova chega à terceira fase e a 28 veículos participantes

Projeto Comprova chega à terceira fase e a 28 veículos participantes

Ação colaborativa de combate à desinformação e a conteúdos enganosos na internet passa a contar com veículos de todas as regiões do Brasil

Começa nesta quarta-feira (10/6) a terceira fase das operações de combate à desinformação e a conteúdos enganosos na internet do Projeto Comprova. A nova etapa tem início após um expediente especial de 75 dias dedicado exclusivamente à verificação de conteúdos suspeitos sobre o novo coronavírus e a Covid-19.

A coalizão, coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), conta com os apoios do Facebook e da Google News Initiative. A principal novidade desta edição é a ampliação no número de organizações de mídia que participam do projeto. Com as chegadas de Gazeta do Sul (RS), Correio do Estado (MS), Correio de Carajás (PA), Diário do Nordeste (CE), Estado de Minas (MG) e O Popular (GO), a iniciativa passa a contar com representantes em todas as regiões do Brasil. Eles se juntam a A Gazeta, AFP, BandNews, Band TV, Band.com.br, Canal Futura, Correio (Bahia), Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, NSC Comunicação, O Estado de S. Paulo, O Povo, Poder360, Rádio BandNews FM, Rádio Bandeirantes, revista piauí, SBT e UOL.

Marcelo Träsel, presidente da Abraji

“O ingresso de novos integrantes no Comprova reforça o espírito colaborativo do projeto, um esforço de cooperação entre redações inédito na história do jornalismo brasileiro”, destaca Marcelo Träsel, presidente da Abraji. “No atual contexto de guerrilha política baseada em desinformação e retrocessos na transparência, é fundamental contar com parceiros em todo o Brasil para verificar conteúdo sobre políticas públicas e eleições municipais”.

Nesta terceira fase, o Comprova vai retomar o monitoramento e a verificação de conteúdos suspeitos sobre políticas públicas do governo federal e eleições municipais, além de continuar investigando boatos sobre a pandemia da Covid-19. As equipes checarão textos, imagens e áudios compartilhados nas diversas plataformas de redes sociais e em aplicativos de mensagens seguindo metodologias desenvolvidas pela First Draft, organização internacional que pesquisa desinformação e oferece treinamento para jornalistas que atuam no combate ao fenômeno.

Claire Wardle, diretora e cofundadora da First Draft

“Estamos muito entusiasmados ao ver a continuidade do Comprova”, comemora Claire Wardle, diretora e cofundadora da First Draft. “Houve muitas iniciativas colaborativas de verificação de informações falsas relacionadas a eleições, mas o Comprova foi o primeiro a mostrar que as informações enganosas online não cessam com o fechamento das urnas e que projetos mais perenes são necessários. O Comprova confirma também por que os jornalistas, neste momento da história, precisam fazer o máximo possível para ajudar o público a navegar no poluído ambiente da informação”.

O material produzido poderá ser republicado também por organizações que não façam parte da coalizão, já que os conteúdos têm licença Creative Commons, ou seja, podem ser republicados por qualquer veículo interessado, desde que haja atribuição ao Comprova e o conteúdo não seja alterado.

O objetivo é engajar cidadãos no combate à desinformação e limitar a circulação de boatos infundados sobre políticas públicas e de teor eleitoral em redes sociais e aplicativos de mensagens. A coalizão do Comprova verifica conteúdos suspeitos que se tornaram virais ou que tenham grande potencial de disseminar informações enganosas ou falsas. O público pode denunciar conteúdos suspeitos ou falsos relacionados aos temas que estão no escopo do projeto e sugerir verificações por meio de um número de WhatsApp (11-977-950-022) ou por um formulário disponível no projetocomprova.com.br.



Fonte: Portal dos Jornalistas

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