Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia 1,22% em maio

Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia 1,22% em maio

Em maio de 2020, os preços da indústria subiram 1,22% em relação a abril/2020. O acumulado no ano atingiu 3,37%. Na comparação com maio de 2019, a variação de preços foi de 4,60%. Em maio, 16 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 20 do mês anterior. 

Período Taxa
Maio de 2020 1,22%
Abril de 2020 0,11%
Maio de 2019 1,39%
Acumulado no ano 3,37%
Acumulado em 12 meses 4,60%

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções  – Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
MAR/20 ABR/20 MAI/20 MAR/20 ABR/20 MAI/20 MAR/20 ABR/20 MAI/20
Indústria Geral 0,84 0,11 1,22 2,01 2,13 3,37 5,95 4,79 4,60
B – Indústrias Extrativas -17,12 4,04 9,13 -7,72 -4,00 4,77 -6,30 -5,38 -3,04
C – Indústrias de Transformação 1,78 -0,05 0,87 2,47 2,41 3,30 6,54 5,29 5,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria        

Em maio de 2020, os preços da indústria variaram, em média, 1,22% em relação a abril/2020. As quatro maiores variações foram nas seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (9,13%), refino de petróleo e produtos de álcool (-5,78%), outros equipamentos de transporte (4,57%) e têxtil (4,36%). As maiores influências foram: alimentos (0,60 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,41 p.p.), indústrias extrativas (0,39 p.p.) e veículos automotores (0,15 p.p.).

O acumulado no ano atingiu 3,37%, ante 2,13% em abril/2020. As atividades de maior variação foram: refino de petróleo e produtos de álcool (-36,27%), outros equipamentos de transporte (23,01%), madeira (18,86%) e metalurgia (18,25%). No acumulado do ano, os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (-3,86 p.p.), alimentos (2,12 p.p.), metalurgia (1,06 p.p.) e outros produtos químicos (0,71 p.p.)

No acumulado em 12 meses, a variação de preços foi de 4,60%, contra 4,79% em abril/2020. As quatro maiores variações foram em refino de petróleo e produtos de álcool (-36,02%), outros equipamentos de transporte (27,14%), madeira (17,85%) e alimentos (17,59%). Os setores de maior influência foram: alimentos (3,88 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-3,87 p.p.), metalurgia (0,90 p.p.) e veículos automotores (0,60 p.p.).

 A variação de preços de 1,22% em relação a abril repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 3,08% em bens de capital; 1,00% em bens intermediários; e 1,14% em bens de consumo, sendo que 1,58% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,04% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Do resultado da indústria geral, 1,22%, a influência das Grandes Categorias Econômicas foi: 0,24 p.p. de bens de capital, 0,55 p.p. de bens intermediários e 0,43 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,32 p.p. se deveu às variações em bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,11 p.p. nos bens de consumo duráveis.

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias
Econômicas  – Últimos três meses
Indústria Geral e Seções Variações (%)
M/M-1 Acumulado Ano M/M-12
MAR/20 ABR/20 MAI/20 MAR/20 ABR/20 MAI/20 MAR/20 ABR/20 MAI/20
Indústria Geral 0,84 0,11 1,22 2,01 2,13 3,37 5,95 4,79 4,60
Bens de Capital (BK) 2,70 2,65 3,08 5,10 7,88 11,20 9,45 11,46 14,02
Bens Intermediários (BI) 0,56 1,20 1,00 2,95 4,19 5,23 4,87 5,14 4,31
Bens de consumo(BC) 0,87 -1,93 1,14 0,14 -1,80 -0,68 6,80 2,99 3,20
Bens de consumo duráveis (BCD) 0,37 1,12 1,58 1,24 2,38 4,00 4,11 4,21 5,71
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) 0,98 -2,56 1,04 -0,09 -2,65 -1,64 7,37 2,73 2,67
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria        

No acumulado no ano, as variações de preços da indústria acumularam, até maio, variação de 3,37%, sendo 11,20% a variação de bens de capital (com influência de 0,84 p.p.), 5,23% de bens intermediários (2,80 p.p.) e -0,68% de bens de consumo (-0,27 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,26 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e -0,53 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na comparação maio 2020/maio 2019, a variação de preços da indústria alcançou 4,60%, com as seguintes variações: bens de capital, 14,02% (1,03 p.p.); bens intermediários, 4,31% (2,35 p.p.); e bens de consumo, 3,20% (1,22 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,38 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,84 p.p.. 

A seguir os principais destaques:

 Indústrias extrativas: em maio, os preços do setor avançaram 9,13% em relação a abril, maior variação e terceira maior influência no índice geral (0,39 p.p. em 1,22%). Trata-se da maior variação positiva na atividade desde março de 2019 (12,13%). O acumulado no ano ficou em 4,77%, resultado positivo após dois meses de queda neste indicador. No acumulado nos últimos 12 meses, o setor continua apresentando variação negativa (de -3,04%), assim como em março (-6,30%) e em abril (-5,38%).

Alimentos: em maio, os preços de alimentos cresceram, em média, 2,47% em relação a abril. Na série que vai de agosto de 2019 a maio de 2020, apenas o resultado de janeiro de 2020 (-1,91%) foi negativo. Neste período, a variação de preços acumulou 20,42%, sendo que, em 2020, o acumulado foi de 8,99%. Na comparação com igual mês de 2019, o resultado de maio foi de 17,59%.  

Além de ser a maior contribuição no resultado geral, 25,99%, alimentos tem a quarta maior variação na comparação maio 2020 contra maio 2019, a principal influência nos indicadores em relação ao mês anterior (0,60 p.p., em 1,22%) e acumulado em 12 meses (3,88 p.p., em 4,60%) e a segunda no acumulado no ano (2,12 p.p., em 3,37%).

Os produtos com maior destaque em termos de influência (“carnes de bovinos frescas ou refrigeradas”, “açúcar VHP (very high polarization)”, “resíduos da extração de soja” e “carnes e miudezas de aves congeladas”) responderam por 1,74 p.p. da variação de 2,47%. Estes produtos são importantes na pauta de exportação brasileira, portanto, o aumento de preços esteve ligado à depreciação do real que, em maio, foi de 6,0%, com o que alcançou 37,3% ao longo de 2020. No caso de “carnes e miudezas de aves congeladas”, apesar de a exportação ter sido particularmente estimulada pela demanda chinesa, os preços no mercado interno tiveram o impacto negativo, que prevaleceu.  

Refino de petróleo e produtos de álcool: na comparação maio contra abril, a variação média de preços do setor foi, pelo quarto mês consecutivo, negativa (-5,78%). No ano, a variação é de -36,27% e em 12 meses, de -36,02%. Em maio, o número-índice foi de 76,71, número que se aproxima da média de 2016, 77,32. 

 Entre os produtos destacados em termos de variação e de influência, a lista é praticamente a mesma. “Naftas” aparece entre as variações, mas não em influência, e “álcool etílico (anidro ou hidratado)” em influência, mas não em variação. A influência conjunta dos quatro produtos destacados (listados no quadro a seguir) foi de -5,70 p.p., em -5,78%. Vale dizer que a única variação positiva nos produtos listados foi observada em “gasolina, exceto para aviação”.

 Outros produtos químicos: a indústria química apresentou variação média de preços, em relação a abril, de 0,23%, menor variação positiva dos últimos quatro meses, lembrando que março havia tido a maior variação positiva de preços desde o início da pesquisa em dezembro de 2009. O setor acumulou uma variação positiva de 9,14% em 2020, bem diverso do que ocorreu em maio de 2019, quando havia ficado negativo em –3,17%. No acumulado em 12 meses, a atividade alcançou 5,33%. O setor químico foi a quarta maior influência no acumulado do ano e representou a terceira maior contribuição (8,56%) nos resultados do indicador geral.

Em relação aos quatro produtos que mais influenciaram o resultado no mês (0,50 p.p. em 0,23%), os já mencionados “benzeno” e “propeno (propileno) não saturado” tiveram variações negativas. Os demais tiveram variações positivas e pertencem aos dois grupos econômicos anteriormente citados, são eles: “adubos ou fertilizantes minerais ou químicos fosfatados” e “herbicidas para uso na agricultura”. 

 Metalurgia: Em relação a abril, houve variação de 1,04%, completando dessa forma cinco variações positivas de preços seguidas. Com isso, o acumulado no ano ficou em 18,25%, maior acumulado até maio em toda série da pesquisa. No acumulado em 12 meses a variação ficou em 14,90%.

 O resultado do mês foi obtido graças, principalmente, a quatro produtos, sendo dois do grupo de materiais ferrosos e dois de não ferrosos. São eles: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono” com valor negativo, “ouro para usos não monetários”, “óxido de alumínio (alumina calcinada)” e “ferronióbio”, todos esses com variações positivas de preços sobre o indicador M/M-1. Os quatro representam 0,61 p.p. da variação no mês, cabendo 0,43 p.p. aos demais 20 produtos. Esses mesmos produtos haviam sido os destaques em março e abril.

Veículos automotores: em maio, a variação foi de 1,80% em relação a abril. Este resultado, além de representar o nono mês consecutivo de aumento médio de preços, é a maior variação observada no setor desde janeiro de 2016 (quando houve um aumento de 2,13%). Com isso, a variação acumulada no ano alcançou 5,18%, sendo a maior variação em um mês de maio para este indicador em toda a série histórica. E a variação acumulada nos últimos 12 meses apresentou um aumento de 7,47%. Além de apresentar a segunda maior contribuição no cálculo do indicador geral (8,60%), a atividade se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por ter sido a quarta maior influência nos indicadores mensal (0,15 p.p. em 1,22%) e acumulado em 12 meses (0,60 p.p. em 4,60%). 

A atividade de veículos automotores, além de apresentar a segunda maior contribuição no cálculo do indicador geral (8,60%), se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por ter sido a quarta maior influência nos indicadores M/M-1 (0,15 p.p. em 1,22%) e M/M-12 (0,60 p.p. em 4,60%).

 Em uma análise por produtos no setor, é possível observar que, entre os quatro produtos de maior influência na comparação mensal, todos eles impactaram positivamente o índice: “automóveis para passageiros, a gasolina ou bicombustível, de qualquer cilindrada”, “bombas injetoras para veículos automotores”, “freios, servo-freios ou suas peças e acessórios, para veículos automotores” e “veículos para o transporte de mercadorias a gasolina e/ou álcool, de capacidade não superior a 5 t”. A influência desses quatro produtos que mais impactaram a variação do mês em relação ao mês imediatamente anterior foi de 1,43 p.p., ou seja, os demais 19 produtos da atividade contribuíram com 0,37 p.p.

Fonte: IBGE – Agência de Notícias

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