Confira o balanço parcial dos cortes de salários nos veículos de comunicação

Confira o balanço parcial dos cortes de salários nos veículos de comunicação

Em meio à crise econômica gerada pelo novo coronavírus, bem como a aprovação da MP 936, que permite entre outros fatores a redução de salários e de jornadas de trabalho, veículos de comunicação de todo o País estão fazendo cortes e acordos com seus trabalhadores. O Portal dos Jornalistas fez um balanço das medidas que algumas grandes empresas têm tomado. Confira:

Editora Globo

No Grupo Globo, o corte será de 25% nos jornais O Globo, Extra, Expresso e Valor Econômico, e nas revistas Época, Quem, Glamour, Marie Claire, Vogue e Crescer, entre outras. A redução terá validade de três meses e os profissionais que aderirem ao acordo terão estabilidade de emprego até outubro. As férias de maio foram canceladas e haverá controle rigoroso de folgas. A informação é de Leo Dias (UOL).

RedeTV

No caso da RedeTV, segundo o colunista Flávio Ricco (UOL), todos os celetistas terão o mesmo corte de 25% em seus salários por três meses. Já os contratados como pessoas jurídicas – grande parte dos apresentadores de programas e telejornais – sofrerão uma redução de 33%, também pelo período de três meses. A medida será aplicada também aos profissionais que recebem valor igual ou superior a R$ 20 mil. Além disso, a suspensão de alguns contratos está sendo analisada.

Editora Abril

De acordo com informações de Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), a Abril acordou uma redução de 25% no salário de 40 jornalistas, algo em torno de 20% da mão de obra da empresa, integrantes das redações de Casa Cor, Estúdio Abril, Capricho, Guia do Estudante, Viagem e Turismo, Vejinha e Claudia. A revista Veja não foi atingida. Segundo Zocchi, não houve acordo coletivo, foram impostos acordos individuais, cujas regras seguem a MP. 

O Estado de S.Paulo

O jornal ainda está em negociações com o SJSP. O que já foi acertado: redução de 25% do salário, a partir do dia 2/5, por 90 dias; contrato coletivo: a empresa impôs controle de jornada às pessoas em home office, com redução de jornada e vedação de horas extras, que serão compensadas dentro do mesmo mês; implementação de um auxílio alimentação para os profissionais em home office, no valor de R$ 150; plano de saúde garantido até 31/12, mesmo em caso de demissão; estabilidade de um ano; reembolso dos gastos dos profissionais em home office.

O modelo de redução de jornada ainda está sendo negociado.
A MP prevê que se houver demissão, haverá indenização de 50% do salário. O Estadão
está propondo indenização de 55%. O acordo definitivo deve ser anunciado até esta
segunda-feira (27/4). 

Paulo Zocchi informou que, até a publicação desta nota, o
Sindicato não havia recebido solicitação de negociações com Rede Globo, Record
TV, SBT, Band, Folha de S.Paulo e UOL.

Grupo RBS

A empresa anunciou em 24/4 uma série de medidas para diminuir os impactos da crise econômica. Segundo o site Coletiva.net, foram demitidos 20 profissionaisdas redações de RBS TV, Rádio Gaúcha, Zero Hora, Pioneiro e GaúchaZH.

Ao Coletiva.net, o grupo declarou que “está adaptando sua
operação ao momento atual para estar preparada frente a um cenário ainda
incerto. Todas as decisões têm como objetivo principal manter a
sustentabilidade do seu propósito no longo prazo”. A RBS informou ainda que
cortes nos salários e nas jornadas de trabalho dos profissionais estão sendo
feitos de acordo com as demandas de cada área da empresa.



Fonte: Portal dos Jornalistas

Deixe uma resposta